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#Penas e Nanquim - A Espada de Kuromori

18 março 2015



Oi queridos leitores, como eu disse anteriormente, eu estarei falando também de livros nessa coluna, mas não de qualquer livros, mas aqueles que tenha alguma referência em quadrinhos. E  o primeiro dessa nova etapa da coluna é o livro do autor Jason Rohan, que é um ex-roteirista da Marvel e passou cinco anos no Japão como professor de inglês. Contei tudo isso para vocês apenas imaginarem o que pode ser o conteúdo desse livro e de como ele pode ser viciante. 

Eu já estava pensando em falar dele deste de 2014, quando eu pude ler, mas apenas agora em 2015 resolvi criar coragem e abrir ainda mais o leque da minha coluna nesse universo de livros com enredos parecidos com HQ. 

O livro em questão é A Espada de Kuromori e é uma narrativa que mescla o folclore e cultura do Japão com a ação e a coragem presente em heróis norte-americanos. Além de se divertir, você ainda faz uma verdadeira viagem por um Japão, que, se você ainda não está acostumado com o folclore e a cultura que inspiram tantos animes e mangás, você pode começar a se acostumar com esse novo ambiente nesse livro. 
Camisa e Capa do livro
Foto retirada do Acervo Pessoal

Para quem quer conhecer obras em mangá, mas tem medo de pegar um desses quadrinhos (até achar um que seja do seu estilo, história sem muitos volumes e aprender a ler num sentido inverso ao que estamos acostumados) pode pegar esse livro e sentir a tensão de ter um mangá romanceado em um livro bem legal. 

Recomendo para todas as idades. A editora que lançou o livro em questão foi a Editora Escarlate e foi meu primeiro contato com ela, e sinceramente, amei todo o trabalho e dedicação que vemos que fora empregado no livro. Há muitos termos em japonês em que o autor se utiliza (seja para caracterizar os seus personagens japoneses, seja por não ter uma tradução para as outras línguas - como as criaturas do folclore japonês), uma coisa é certa que você terá um glossário no final para consulta (e os termos não é algo que atrapalhe muito a leitura, afinal, no próprio contexto onde o termo é empregado, muita das vezes fica bem explicado que a consulta não é tão importante consultar). E se você, assim como eu, for um fã aficionado de mangás e animes, vai se sentir em casa lendo o livro. 

A leitura além de prazerosa, ainda é um tanto educativa, pois a medida que apresentam as criaturas do folclore japonês, você vai sendo explicado um pouquinho mais sobre essa cultura, você percebe o quanto pode ser rica e versátil para a literatura. E para os fãs, assim como eu, a cada página você se relembra de outras narrativas japonesas que contem os mesmos elementos. 

Sinopse: Aos 15 anos, Kenny Blackwood é um típico garoto da sua idade. Nascido na Inglaterra e morando desde os oito nos Estados Unidos, Kenny Blackwood vai a Tóquio para passar o verão com seu pai, um professor universitário. Ao chegar no Japão, o garoto fica surpreso ao descobrir um destino com o qual nunca sonhara. Ele é o único que pode deter uma guerra secreta prestes a explodir. Correndo contra um prazo impossível, Kenny precisa encontrar a lendária Espada do Céu e usá-la para evitar o pior. Mas um bando de monstros terríveis quer impedi-lo e o sucesso terá seu preço.

Espero que assim como eu, quem se aventurar nas aventuras de Kenny (que não faz nenhum tipo de "herói" de um romance, sendo que muitas das vezes ele que precisa ser salvo) e Kyomi (que também não é uma tipica "mocinha" de filmes, sendo na verdade mais uma super heroína que tira nosso protagonistas nas mais diversas situações perigosas que ele pode se envolver). Apesar do livro começar lentamente e te apresentando um pouco os fatos, o autor te prende até o final. Será que Kenny consegue sobreviver e impedir a profecia?

E não sei porque, mas Kenny me lembrou tanto South Park....

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#Penas e Nanquim: Franklin Richards - Filho de um Gênio

04 março 2015



Queridos, num ritmo do teaser do trailer do novo Quarteto Fantástico, um novo filme desse grupo da Marvel, vou trazer aqui um quadrinho desses heróis. Não, antes que se descabelem ou comemorem, não vou falar de nenhuma saga, edição ou história do universo de Quarteto Fantástico e sim da coletânea de histórias que a Editora Panini lançou faz uns meses: Franklin Richards.
Capa
Foto do Acervo Pessoal
E antes que os conhecedores de filmes Marvel ou universo Marvel diga que o nome é conhecido, eu digo logo: Franklin Richards é filho do Dr. Richards, mais conhecido como o Homem-Elástico e a Mulher Invisível. E mesmo sabendo que os poderes do quarteto fantástico não é genético e sim provido de radiação espacial (pelo menos uma das origens, a que eu conheço do filme do Quarteto). Ou seja, Franklin Richards é um menino normal, a não ser, tirando o fato de seu pai ser um super 
gênio cientista e tem uma casa repleta de bugigangas de ciência que poderia meter ele em diversas enrascadas e situações inusitadas. E é isso que realmente existem.

A primeira vez que vi esse encadernado na banca, juro que achei que seria alguma versão de Calvin e Haroldo. Depois, prestando mais atenção a capa, notei que era uma montagem de um desenho numa foto e achei que toda as histórias seriam quadrinhos e cenários de fotos, que faria uma combinação um tanto diferente e interessante. Mas não foi isso que me deparei quando enfim resolvi comprar uma edição para chamar de meu.

As histórias são divertidas, simples, de 4 ou 5 páginas. Os personagens principais são Franklin Richards e seu robô-babá chamado Herbie. E como qualquer garoto da idade de Franklin, ele é cheio de energia e curiosidade e arruma qualquer desculpa para entrar no laboratório do pai e pegar alguma coisa de lá "emprestado".

Fragmento retirado do volume "Franklin Richards - Filho de um Gênio".
Foto do Acervo Pessoal
 Quem merece um destaque principal é o Herbie, esse robô fofo que sempre tentar colocar uma consciência no garoto, mas acaba o acompanhando nas confusões que ele cria.

O encadernado é junção de várias edições originais. Ainda não pesquisei sobre a obra, para saber quantos volumes já foram lançados de Franklin Richards e se poderia ter esperançar de ter um segundo volume com mais de Franklin futuramente (mas posso desconfiar, já que na embalagem,ainda dizia "volume 1". Então um pouco de esperança posso ter né?

Espero que gostem da obra tanto quanto gostei. E para saber mais sobre Franklin Richards, fiz mais uma resenha no meu blog pessoal e tem uma vídeo-resenha no meu canal. Espero que curtem as duas resenhas com mais de Franklin Richards para vocês.


E caso essa dica faça vocês comprarem e lerem o volume, voltem aqui e contem suas experiências e impressões a cerca do titulo, adoraria saber a reação de vocês sobre a obra. 

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#Penas e Nanquim: Mangá Of The Dead

18 fevereiro 2015






Como disse antes de  me afastar um pouco dessa coluna, eu tenho visto todo os comentários de vocês e por meio desses comentários eu também escolho os quadrinhos a serem apresentados aqui. As vezes o tempo é curto e não consigo responder todos vocês individualmente, então assim que eu ver se a pergunta é muito interessante, relevante ou repetida várias vezes, eu vou trazendo pro FAQ que estou montando (sim, ainda não esqueci dessa ideia). Já as sugestões de títulos e os pedidos também tenho anotado e assim que for indo (pesquisando, lendo sobre os assuntos ou títulos sugeridos), eu vou fazendo as postagens das colunas. Então não hesitem em perguntar. Ah e mais uma coisa, em meu canal pessoal, eu estou também a fim de fazer um FAQ sobre livros, quadrinhos ou qualquer outra perguntinha, então podem sugerir aqui na postagem ou em algum comentário lá e eu vou montando em forma de vídeo.

Dessa vez eu vou pegar a sugestão da leitora Ana Paula que pediu para trazer mais volumes únicos de mangá, afinal, para quem quer começar a ler mais quadrinhos, é uma boa pedida começar com histórias completas em um único volume. Só que dessa vez o volume único é bem diferente e não tem nada de apaixonante, romântico ou fofinho. Na onda de um hype muito grande entre leitores e viciados em séries (não sei se o termo cinéfilo também pode ser empregado a viciados em série), esse mangá combina muito para quem curte The Walking Dead. E não, não será dessa vez que eu vou falar dos quadrinhos que inspiraram essa série.

O mangá tem o nome de MANGÁ OF THE DEAD e foi lançado em 2013, pela Editora JBC e é um copilado de 8 histórias diferentes que abordam um pouco da percepção dos orientais em relação esses mortos-vivos que tanto fizeram os vivos ficarem viciados nesses últimos anos.

Capa da edição nacional lançada pela Editora JBC.
Foto da edição do Acervo Pessoal
Logo é bom alertá-los que esse copilado de histórias que completam o mangá são as versões que os orientais tem sobre os zumbis, que podem ser ao mesmo tempo bem curiosas e diferente do que estamos acostumados nas séries e filmes que tem surgindo por ai. E é essa diferença que torna esse mangá bem único. Cada um das histórias foi feito por autores diferentes, o que faz a coletânea ter uma variedade de traços e 8 visões diferentes sobre a mesma criatura.

Temos 8 historias e 8 artistas. Vou falar um pouquinho de cada história, na sequência que aparecem no volume. A primeira tem o nome de "And I Love Her" e trata de uma situação em que o mundo começou a ser infectado e alguma família ainda quis guardar seus mortos zumbis como se fossem vivos. Mas isso não quer dizer que ainda vão ser humanos... Então devem imaginar como deve ser estranho ficar convivendo com zumbis em casa e o quanto isso pode se tornar perigoso.

A segunda história é "Dead and Fail to Die", aqui conta a história de dois irmãos que perderam tudo para a epidemia, mas por algum motivo a infecção não era o fim, apenas uma etapa que superaram dando uma outra oportunidade a eles.

A terceira foi a que mais me deixou pensativa e com uma sensação de que não poderia fazer nada caso uma epidemia dessas acontecesse um dia no mundo. O nome da história é "Crianças, não vivam com Cadáveres!" e pelo próprio titulo dá para imaginar do que se trata. É uma coisa semelhante a primeira história, mas numa versão ainda mais aterradora e triste .

A quarta história se chama "Zumbi", um titulo simples para uma história simples. só mostra que alguns tem uma vida toda pela frente que outros podem não ter tanta sorte assim.

"O Campo das Almas Mortas", é a quinta história desse volume, e não fala nada mais do que o desejo que temos de querer trazer os mortos de volta a vida. A perda de um ente querido pode ser muito triste e sem consolação e ficamos sempre com o desejo que aquilo seja eterno ou se teria algum meio de trazer de volta a vida, ainda mais se ela se parte antes da hora esperada, seja num acidente ou algum outro motivo.

A 6ª história é "Shonen Zumbie" e foi a história que mais me chocou por algumas imagens fortes. Fortes não no sentido apenas de tripas e sangue, mas por um outro motivo. Por experiência própria, não levem esse volume para ler num restaurante se a próxima história for essa (nem para recepção de médico, ônibus, ou qualquer outro lugar que alguém poder espiar as páginas). Essa história é mais mesclada pro humor e ação, que o terror que os zumbis inspiram em suas obras.

"Fight of The Living Dead" é uma história que tem um traço esquisito, confesso. E de todas foi a que menos gostei (e poderia até retirá-la desse volume). Ele conta a vida de um cara que tinha vontade de vencer o MMA e ser um bom lutador e esse era a luta mais importante da sua vida, mas sempre algo dá errado.

A ultima história é "Homem Solvente Orgânico: Organogel". tem um dos traços mais detalhados e bonitos dessa edição, e conta a história de uma menina que é caçadora de zumbis  e está numa jornada para encontrar seu avô. Esse conto foi o que realmente fez juz ao deixar o melhor por ultimo.

Espero que gostem dessa edição. Pode encontrar a venda em algumas livrarias como a Saraiva.

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#Penas e Nanquim: Mudanças da Coluna, Atrasos e Desculpas

11 fevereiro 2015

Oi queridinhos, como foram a despedida de 2014 e esse começo de 2015?

Desculpem as férias forçadas. Estou em um rolo enorme com a provedora da internet daqui de casa. Resumindo a história foi que o último semestre de 2014 foi uma embolação com três empresas. A primeira cobrava uma conta que foi paga, onde ela dizia ter um debito, que não constava em seu sistema, nem em suas faturas e tínhamos o comprovante de pagamento, então ela cancelou sem aviso algum seus serviços e entramos na justiça por quebra de contrato e danos morais por cobrarem injustamente algo q pagamos. Para substituir, assinamos contrato com outra que quando instalou aqui em casa, nada dela funcionava. Nem sentíamos o cheiro da internet ou da TV a cabo. Era horrível o sinal e quase sempre ele estava em outro plano astral porque não entrava nem a home do navegador. Imagina a situação. Por fim, cancelamos essa porque chegou a terceira opção no bairro (que apesar de ser um bairro antigo, local bom e até privilegiado, só havia duas empresas que cobriam a área). Mas quem disse que funcionava? ! Deste de dezembro ela foi instalada e a internet oscilava demais. Caia muito. Foi ligação reclamando todo dia. O técnico já estava quase se mudando pra minha casa. E o pior: cada dia era um técnico diferente e a resposta pro problema era cada vez mais diferente do outro, mas resolver que é bom ninguém resolvia. Foi preciso ligar duas vezes pra ouvidoria e uma pra Anatel para eles trocarem os cabos e descobrirem que um estava partido e a internet melhorar aqui.


Acontece que nesse meio tempo eu também tive final de período de faculdade e outros imprevistos e previstos. E por causa disso e outros motivos, decidi mudar um pouco o modo de como funcionará a coluna.  Agora ela não será mais semanal. Farei apenas a cada 15 dias, assim dá um tempo bem razoável para procurar coisas de ótima qualidade para vocês.  Filtrar o que gostaram e o que não gostam também.  E um desses motivos de mudança, é porque eu quero focar mais em meus estudos. Meu tempo está relativamente diminuindo a cada semana para os projetos e hobbies pessoais, então tenho que começar a coordenar isso realmente a punho de ferro, realmente espero que entendam. Pelo menos mudando um pouco a rotina dessa coluna é melhor do que largá-la e não ter esse encontro prazeroso no mês, porque é muito bom está com vocês.  


Espero que perdoem que vos fala. E nessa mudança, estou realmente pensando em não apenas continuar nos quadrinhos, mas assim que der um tempinho, falar também de livros. Afinal, para quem acompanha as comics de super heróis, principalmente a Marvel, sabe que ela a muito tempo expandiu suas franquias para além dos quadrinhos, fazendo filmes e livros. E agora com o sucesso novamente dos quadrinhos por causa dos filmes, algumas editora estão lotando as prateleiras de livros sobre o assunto. E com isso surgiu Homem Aranha Entre Trovões, Guerra Civil, Filhos de Odin, O Toque da Vampira e muitos outros livros sendo prometidos por ai. 



E não é só de Marvel que vive os fanáticos de quadrinhos. Muitos ex-roteiristas desses estúdios também começaram a escrever livros e recentemente li um livro desses: A Espada de Kuromori. E pretendo começar a falar desse livro e de outros, assim que eu ler. Afinal, quando fala de livro, muitos aqui ficam bem alertas (igual ao suricate ^^).


Espero que gostem das mudanças, e encontro vocês na próxima semana com a volta realmente da coluna (sim, hoje só voltei para avisar das mudanças, vou deixar as dicas e a contagem de 15 em 15 dias para a partir da próxima semana, não achei que ia ficar imensa esse texto de desculpas). 



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Penas e Nanquim - Valente

17 dezembro 2014

Obrigada a leitora Francine Porfirio que comentou para falarmos mais de HQ's brasileiras. Temos que realmente valorizar o nosso nacional.


Por seu comentário agora, eu vou adiantar uma dica que estava guardando para uma melhor aparição aqui. Fugindo de Turma da Mônica, afinal não existe só Mauricio de Sousa no país (apesar dele ser fera), vou falar de 4 quadrinhos do Vitor Cafaggi. Quem não viu, eu já o citei aqui na coluna um projeto bem legal que o Estúdio Mauricio de Sousa Produções estão fazendo: as Graphic MSP. Em um resumo por alto, as Graphic MSP são quadrinhos de história unica onde outros quadrinhistas são convidados a redesenhar e escrever uma história com os personagens do Mauricio. É um super trabalho que tem feito e já foram lançadas 5 títulos dessa coleção. Vitor Cafaggi e sua irmã Lu Cafaggi foram convidados a fazer a Graphic MSP Laços, que já foi comentada aqui. 

A Graphic Laços foi a responsável por fazer eu conhecer esse quadrinista. E o pessoal da fanpage Mangás Brasil (os mesmos que me contaram sobre Cinderalla) que me fizeram correr feito louca para as bancas de revistas procurar as edições de Valente. E agora por culpa deles, eu estou totalmente apaixonada por esse titulo. E por favor, se não querem ficar loucos por Valente, não leem a postagem (risos). 
Valente nº 2 e nº 3
Foto retirada de Acervo Pessoal 
Eu sempre fui de "pré-julgar" por um titulo, mas nunca liguei tanto pela capa. Mas o titulo me faz ter as "primeira impressões", e é por um titulo que as vezes acabo desistindo de um livro ou quadrinho. Eu sei, podem me criticar que não se deve julgar uma obra toda por isso, mas é como se fosse a alma do negocio. Sempre fui de pensar que o titulo é o que vai vender ou não a obra para um futuro leitor, então a partir do momento que você ler o titulo da obra, você já começa a ter uma ideia do que ela poderá tratar. E quando eu li o titulo Valente, juro que eu pensei que seria algo com soldados de guerra, com samurais, com guerreiros, algo que remetesse a esse tipo de valentia e bravura. Ah. e como eu gosto de dizer que estou errada. 

E como eu estava errada! 

Valente é um copilado de tirinhas sobre um cachorro chamado Valente. Só que o mundo deles, os animais são personificados. Ou seja, não há humanos, pois todos são animais. Valente está no ensino médio e além da tensão que normalmente se passamos nessa fase de adolescência, Valente também é um azarado quando o assunto é o amor. E a HQ nos mostra essas andanças do nosso pequeno cachorrinho atrás de sua alma gêmea. 
Não tem como não se identificar com esse cachorrinho
Foto retirada de Acervo Pessoal 
 Como todo herói tem seu companheiro onde pode buscar apoio em momentos difíceis, conselhos de sabedoria e outras coisas, Valente sempre tem a quem recorrer, que é a Bu, a sua melhor amiga. Afinal, para se relacionar com uma futura namorada, tem que conhecer um pouco do universo feminino, né Valente? 
Valente e a Bu, melhor amiga do protagonista e responsável
 por tentar fazê-lo ter um relacionamento que dê certo
Foto retirada de Acervo Pessoal 
O melhor de todo o universo de Valente não é apenas o carisma desse cachorrinho, mas também toda a gama de personagens que existem ao redor do protagonista, deste de seu grupo de jogadores de RPG, sua irmãzinha viciada em Cavaleiros do Zodíaco e outras personagens cativantes que só lendo para conhecer. Ah, e o Vitor coloca muita referência de filmes, como o seu favorito: Rocky Balboa. 

Valente sempre sonhador e apaixonado
Foto retirada de Acervo Pessoal 
As tirinhas de Valente surgiram no blog do autor e fizeram bastante sucesso que a Editora Panini resolveu lançar em formato encadernado as edições. Mas as tirinhas ainda estão disponíveis para leitura no blog, é só visitar esse link. E para quem tiver interessado, também tem uma adaptação bem interessante sobre Peter Parker, onde Vitor mostra a infância de Peter antes dele se tornar o Homem Aranha, o copilado de tirinhas da infância de Peter Parker se chama Punny Parker, e no Um Sofá fiz uma matéria comparando Valente e Punny Parker, vale a pena conferir. 

Valente nº 4, lançada na Bienal em Agosto
PS: Volume 1 no plástico acima
Foto retirada de Acervo Pessoal 
 Em agosto desse ano, Vitor lançou o quarto volume de Valente na Bienal. E ainda há a promessa de mais e mais valente, mas ainda não foi noticiado quando sairá os outros volumes. Além de poder ser encontrado em bancas de revista quando lançado e em lojas especializadas em quadrinhos (e livrarias), pode ser comprado diretamente no site da Editora Panini, na Saraiva, Comix Book Store e outros sites. 

Para quem quer conhecer mais sobre Vitor Cafaggi, no começo de 2014 fiz uma entrevista com ele que foi ao ar em meu blog Um Sofá À Lareira. Espero que gostem! 

PS: Outros títulos nacionais já foram citados na coluna: 

 MIAKA FREITAS
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Penas e Nanquim - Cinderalla

10 dezembro 2014

Oi meus lindos leitores!

Como sempre digo, essa coluna não é apenas para jogar uma resenha de um titulo para vocês, é mais como um bate papo descontraído sobre um assunto que eu amo e quero a cada semana apresentar mais desse universo para vocês!

Apesar de eu viver dando dicas de títulos de livros e quadrinhos das pessoas, é muito raro eu conseguir ler logo algo que me indicam. Mas essa foi uma pequena exceção. Sou uma das criadoras de conteúdo de uma pagina no facebook sobre mangás e quadrinhos (chamada de Mangás Brasil) e é normal entre os CDC ficarem trocando dicas de quadrinhos uns com os outros. E o que eu tive que caçar para encontrar é o que venho falar hoje!


O mangá se chama Cinderalla, e acho que para muitos vai ser bem interessante. Como disse em outras postagens dessa coluna, para quem está começando nesse universo, é bem melhor correr para edições de volume único (conhecido como oneshot). O titulo em questão foi lançado em 2006 pela Editora Conrad, e por ser antigo, me deu um pequeno trabalho para encontrar o exemplar (para quem quiser saber, encontrei no Estante Virtual por 5 reais o volume).

Como eu disse no paragrafo anterior, o interessante que esse titulo pode despertar em vocês, é porque todos conhecem o conto que inspirou o quadrinho. Para quem desconfiava: Cinderalla é inspirada no conto de fadas da Cinderela. Mas diferente do conto de fadas tradicional, aqui o que muda é que tem zumbis.

Eu sei, eu sei. Podem reclamar dizendo que a Mia aqui é bem estranha por ter um gosto esquisito e até mesmo macabro, mas fazer o que? Adoro coisas que sejam fofas e macabras ao mesmo tempo (igual aquela marca que são os bichinhos esqueletos: Os skelanimals). Acontece que, por ter um gosto peculiar assim, quando olhei a capa, fiquei morrendo de vontade de ler. Então, vamos deixar essas explicações de lado e falar um pouco do titulo.

A autora desse mangá é Junko Mizumo, uma jovem bem fofa (quem puder ter acesso ao mangá, vai conferir uma entrevista com a autora no final do encadernado). E ela conseguiu nesse mangá de volume único fazer algo divertido e bem diferente dos contos que já estamos acostumados a ver por ai. Eu a parabenizo porque, por ser uma história de caráter popular, fazer algo diferente é muito difícil (você percebe as grandes tentativas que tem em usar essas histórias centenárias para fazer algo novo quando confere séries como Once Upon a Time, os filmes da Disney, o filme de Hansel e Gretel etc). Esse não é o único mangá dela no mesmo estilo, ela tem outro chamado Hansel e Gretel e um anterior chamado Pure Trance. Mas esse é o único que se tem no mercado brasileiro.

Cinderalla Enterrando seu pai
(retirado do exemplar do acervo pessoal)
Mesmo não trazendo uma versão disney do conto de fadas, a essência de Cinderela ainda é bem marcante no mangá de Junko. Isso tudo porque, mesmo depois de crescidos, nós ainda gostamos de fadas e do famoso "felizes para sempre". Podemos considerar o mangá como um conto de fadas para adultos (meio aloprado, confesso - alguém ainda no mundo fala que algo é aloprado?! Acho que só a sessão da tarde).

A história segue o molde clássico: Cinderalla é uma jovem trabalhadora e esforçada que vive com seu pai, e os dois cuidam de um restaurante. Até que um dia acontece que seu pai morre. Perdida sem ter o que fazer, indicam a Cinderalla a ir ao cemitério a noite e ela reencontraria seu pai, então ela descobre que a noite os mortos voltam a vida e que assim ela poderia voltar a viver com seu pai normalmente e voltariam a cuidar do restaurante. Tudo estava feliz novamente até seu pai conhecer uma zumbi comilona com quem se apaixonou e quer casar.

O resto da história vocês descobrem lendo. Mas vou logo avisando, é uma história de enredo superficial (quando digo superficial, não menosprezo a obra, só digo que não a um aprofundamento e uma complexidade. É apenas uma história para se divertir lendo), tal qual o seu conto de fadas de origem. É bom ficar alerta quanto a classificação de faixa etária, já que não é indicada para menores de 16 anos, principalmente por falta de pudor da Cinderalla (que de princesinha ela não tem nada).

Indico a todos que, assim como eu, gostam de adaptações de histórias clássicas e de zumbis (isso me lembrou que estou louca para ler o livro "Orgulho e Preconceito e Zumbis" e o quadrinho "Independência ou Mortos"). 

Uma coisa a mais que quero chamar atenção de vocês é que o mangá (alem de ser esse super rosa choque) é que ele tem uma cartela de adesivos. Nunca em minha vida de colecionadora de quadrinhos, cheguei a ver um mangá vindo com cartela de adesivos (isso que é bem comum nas terras orientais, ainda não é tão comum para nosso país). Sem falar que a edição é totalmente bem trabalhada, com orelhas. 

Detalhe da cartela de adesivos e orelha do livro
(retirado do exemplar do acervo pessoal)
Espero que gostem do titulo. Quem ler o quadrinho ou procurar outros títulos da Junko pela internet afora (além de compartilhar o link pra download comigo, viu?) volte aqui na postagem e me conta sua experiencia com o titulo!!!

PS: Tem uma outra resenha desse titulo lá em meu blog Um Sofá À Lareira.

MIAKA FREITAS
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Penas e Nanquim - Desmitificando o Quadrinho

03 dezembro 2014

Oi meus leitores lindos!! 

Estou amando ler cada comentário e saber que muita gente tem interesse em quadrinhos, mas não sabia como começar a colecionar. Estou pensando em fazer, além dessas dicas semanais, algumas postagens contando um pouco da vida de uma colecionadora de quadrinhos, que tal? Assim, para quem quiser saber por onde começar, o que precisa e tudo mais, a gente pode ajudar (e acho melhor fazer em vídeo para vocês poderem ver sem atrapalhar as postagens. A escolha é de vocês). 

Também quero poder fazer uma "galeria" digamos assim, uma postagem também conversando com vocês. Então quero saber nos comentários, quem começar a ler alguma obra por influência da resenha ou por que foi procurar outros títulos que despertam o interesse, conte sua história para a gente e quero fazer uma super galeria com todos os leitores que tenho conhecido. Só esse retorno já é um super agradecimento pelo trabalho que estou fazendo aqui! 

Como disse, quadrinhos no Brasil não se resume apenas em Turma da Mônica. E acho que desmitificar isso é o que tenho tentado fazer a cada postagem nessa coluna. Também tentar explicar um pouquinho dos vários estilo de quadrinhos que encontramos pelo mundo. 

O mangá nada mais é o termo para "histórias em quadrinhos" no Japão. E isso muda de local para local, aqui no Brasil é HQ ou o famigerado Gibi, nos estados unidos é Comic ou Graphic Novel. Em Portugal é chamado de Banda Desenhada e por ai vai. OU SEJA, tudo é quadrinho no final das contas. 

Acontece que muitos leitores e colecionadores gostam de usar a nomenclatura para designar a origem de determinado titulo. Então um quadrinho japonês ou coreano, facilmente é chamado de "mangá" para que possamos logo diferenciar ele de uma outra comic, por exemplo. E cada termo desse vem carregando com ele uma série de características que alguns usam como regra para o estilo. O que nem sempre é isso. 

Eu quero manter essa postagem mais como um FAQ, para que todas as dúvidas que possam surgir  aqui tenham uma postagem fixa aonde podemos depois responder de forma organizada, até porque é bem ruim para um leitor da coluna ir procurar de comentário em comentário as respostas das suas duvidas, e também para que não fiquemos repetindo a mesma pergunta várias e várias vezes em todas as postagens. O que acham da ideia? 

Ou seja, a postagem de hoje (muitos vão achar que é pra encher linguiça) é só para vocês perguntarem e conversarem comigo ^^ 

Semana que vem, venho falando do mangá Cinderalla! 

E sim, eu esqueci o que ia falar por enquanto aqui, então deixem as dúvidas que aparecerem nos comentários e vamos encher essa postagem com as duvidas e curiosidades sobre os quadrinhos! 

MIAKA FREITAS
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Penas e Nanquim - O cão que Guarda as Estrelas

26 novembro 2014

Continuando mais uma dica para quem quer ler mangá, mas não tem paciência para séries longas. Eu comecei colecionando mini séries (de 2, 3 edições e depois aumentei para 5 a 10 edições), mas o legal mesmo é o chamado volume único. E nesse final de ano a Editora JBC está lançando muito mangá volume único e coleções pequenas. Então nada melhor que ir começando com um volume único bem diferente de muito dos títulos encontrados no mercado.

Capa de O Cão que Guarda As Estrelas
Foto do Acervo Pessoal
 O Cão que Guarda as Estrelas é um mangá de drama, bem mais adulto do que os quadrinhos que estão acostumados a lotar as bancas e lojas. E, apesar que a principio, não pareça fazer meu gênero de leitura, eu não tenho palavras para descrever o quão bela é essa obra. O cão que guarda as estrelas vem de expressão com os mesmos dizeres que significa “sonhar, tentar alcançar uma coisa impossível”. É dito quando alguém almeja ter algo que é impossível, como um cão que olha as estrelas como se quisesse alcançá-las.

Pelo menos uma vez na vida, você já teve um animal de estimação, e quase sempre foi um cachorro. E quem já conviveu com um animalzinho sabe o quão é prazeroso ter a companhia dele e também o quanto você consegue se afeiçoar ao animalzinho (tanto que é uma tristeza saber que ele não vai poder passar a vida inteira do seu lado). O mangá, então, conta a história de um pai de família que sempre aceitava tudo calado  e o cachorro foi a única amizade verdadeira que ele construiu. Tudo isso é mostrado na visão simplista de seu cãozinho, que vê o decorrer da história como um telespectador que nada entende sobre a situação ao seu redor. Um cachorrinho que fica feliz com gestos simples como um carinho na orelha e não tem as preocupações que assolam as pessoas no dia-a-dia.

Primeira página do Mangá
Foto do Acervo Pessoal
Aqui é mais uma lição de vida de como uma amizade simplista e fiel pode ser a solução para uma vida caótica e individual que o mundo nos apresenta. E que o cão se torna o alicerce desse senhor diante de todas as dificuldades da vida que ele presencia. Acredito que sem a amizade de seu cão, aquele cara não teria aguentando tudo que passou calado.  

Tocou-me ainda mais, pois eu tenho um companheiro canino. Meu cachorro se chama Tom e fez, no dia 12 de setembro, 18 anos de idade (ganhei ele com 1 ano de idade, e sei que ele está um senhor de idade e vai fazer muita falta para a família um dia). E meu cachorro transpira sinceridade, fidelidade e amor. Transpira a inocência e pureza desses sentimentos. Um cachorro é sincero até seu ultimo minuto. E isso o autor consegue captar e escrever nesse mangá. Como dito antes, o mangá foi escrito na visão do cachorro dessa família, o que deixa a obra transbordar emoções.

Se gostar do enredo de O Cão que Guarda as Estrelas, deixo de brinde a outra dica que abordei sobre cão, esse melhor amigo do homem, aqui na coluna: Laços (Turma da Mônica, mas em formato graphic novel) e também para quem quer conferir outros mangás de gênero drama, tem o mangá 1 Litro de Lagrimas, inspirado em um livro com esse mesmo nome. Livro esse que foi o maior sucesso no Japão, fiz uma resenha dele no meu blog, então se tiverem interesse, vão lá descobrir mais do titulo (e se pedirem, eu posso preparar uma resenha de 1 Litro de Lagrimas para a coluna também).


 MIAKA FREITAS
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Penas e Nanquim – TMJ Sombras do Passado

19 novembro 2014

Desculpem quase um mês de sumiço. Acontece que aconteceu (olha a redundância) muita coisa no ultimo dia. Minha universidade aperreou com muitos trabalhos e provas, depois o computador de minha mãe pifou e ela começou a dividir o meu com o dela (ou seja, quem sobrava era eu que ficava sem computador) e depois tive 10 dias de trabalho direto na feira do livro da minha cidade.

Agora tudo isso acabou, e eu sou de vocês novamente.

Eu já escrevi várias matérias para cá, mas por conta dos imprevistos, eu fiquei sem poder trazer para vocês. Mas vamos começar. Tinha preparado uma resenha para o dia das bruxas, como demorou, vou começar com ela!

Como muitos comentaram aqui na coluna que de quadrinhos só conhece Turma da Mônica e que estamos perto do dia das bruxas, vou dar a dica de uma combinação que a cada ano tem dado certo: Turma da Mônica Jovem e Halloween.

Em um resumo básico, já foi 4 edições de Outubro com a temática. Dessas 4, 3 foram com roteiros escrito por Emerson Abreu. E com essa mistura  só deu um enredo sobrenatural.

Falando um pouco do Tio Emerson:

Ele é roteirista da Turma da Mônica e atuou na criação de alguns personagens e roteiros que ele fez questão de recordar em cada TMJ que escreveu. E relembra de um jeito para causar um bom arrepio. Qualquer pessoa normal falaria do quadrinhos desse mês: Umbra.

Mas eu quero falar de 2 edições passadas: Sombras do Passado.

Sombras do Passado Nº 51 e 52
Tadinha da Mônica
Foto do Acervo Pessoal
Para quem quiser saber da revista do mês, mais sobre as obras de Emerson Abreu e outras especiais de dia das bruxas, já deixo um convite de antemão para o primeiro videocast do meu canal (apesar de eu ainda não ter conseguido tempo para editar o vídeo, mas quando sair, eu aviso para vocês na próxima coluna e coloco o link, ou se inscrevam no canal e recebe notificações a cada vídeo novo).
Agora chega de enrolação!

Sombras do passado foi um especial de dia das bruxas mas que durou duas edições e recentemente (2/ 3 meses atrás) derivou um roteiro para a turminha pequena (Magali #92 – Sombrinhas do Passado). 
Mas você não precisa ler esse gibi para entender a história da TMJ, tanto que só depois de 2 anos que esse spin-off reapareceu para os fãs.

Magali #92 - Sombrinhas do Passado
Spin-off de TMJ Sombras do Passado
Foto da Edição de um Amigo meu (obrigada Tassio por emprestar o volume para essa matéria)
Para quem quiser procurar, as edições equivalente ao arco do Sombras do Passado é as números 51 e 52. Como dito antes, Emerson Abreu não é um roteirista regular da TMJ, e sim roteirista dos gibis da turma pequenininha e foi responsável pela criação de algumas novas personagens, como as terríveis garotas do bairro das pintagueiras, a jumenta voadora e outros. Se quiser ser um pouquinho nostálgico, é só procurar as obras que Emerson Abreu resenhou na TMJ que lá, com toda a certeza, vai encontrar um personagem que ele foi responsável por criar.

Primeira aparição das Meninhas do Bairro das Pintagueiras (rivais do bairro do Limoeiro)
E aqui o pesadelo da Mônica começa (risos)
Foto do Acervo Pessoal
Agradeço Becca-chan por me presentear com tal volume (em uma época longínqua da minha vida) 
Voltando a Sombras do Passado, essa edição de dia das bruxas é a anterior a edição Dia das Bruxas, que é anterior a essa desse ano, intitulada Umbra. Deste que Emerson assumiu o papel de escrever as histórias especiais do dia das bruxas, elas tem uma ligação direta  (ou pelo menos subjetiva) uma nas outras, mas nada que compromete sua leitura de um único arco fechado.

Sombras do Passado conta uma história, não apenas de terror, mas também com intrigas no estilo “problemas de adolescentes”, pois além de todo o contexto de terror que envolve a Mônica, que está tendo pesadelos onde as meninas do Bairro das Pintagueiras (Sofia, Penha e Agnes) a assombra e ela não consegue fugir, ela também tem que encarar a volta das garotas na vida real. As três voltam a atormentar a Mônica em sua escola e vida, fazendo com que a turma se divida. Além disso, tem também a assombração de Agnes e a volta da Penha, que foi nada menos que a primeira namorada do Cebola. Ou seja, Mônica está praticamente sozinha nessa situação desesperadora para ela e cheia de pesadelos em sonhos e em vida.
Cebolinha - A Namorada do Cebolinha
Penha infernizando a vida da Mônica deste de pequena
Foto retirada da Internet
Vale a pena conferir a série em dois volumes, onde além do psicológico abalado por pesadelos repetitivos, os personagens também tem que lidar com situações desconfortáveis, que na verdade, todo adolescente já passou e já fez a tempestade por causa disso.

Também não deixem de conferir os spin-offs das edições, onde explica melhor quem são as garotas do Bairro das Pintagueiras, a Namorada do Cebolinha e também o Sombrinhas do Passado, que explica porque Agnes se tornou o que é em Sombras do Passado.

PS: anos atrás eu já havia resenhado, em meu blog pessoal, a primeira edição de Sombras do Passado, mas só agora resolvi juntar tudo em um mesmo texto (inédito) para vocês leitores.

PS2: desculpa pelas legendas das fotos ficarem longas, mas sempre gosto de agradecer aqueles que ajudam, principalmente minha melhor amiga Becca-chan e meu mais novo amigo disney Tá-san! Espero que entendam a empolgação!

MIAKA FREITAS
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Penas e Nanquim - Henshin Mangá

08 outubro 2014

Efetivamente, essa é a primeira coluna que falo de um mangá. E esse na verdade é um copilado de 5 histórias nacionais no estilo mangá, lançado pela JBC em Julho/Agosto. 

Primeiramente, queria pedir desculpas que quarta-feira passada eu não pude está aqui no blog fazendo a coluna semanal, pois estou em semana de entrega de trabalhos e provas, então estou muito corrida. Hoje mesmo entreguei um trabalho que tive que fazer estampa de uma camisa e estava terminando de fazer um colar de resina para minha prova de tridimensional (coisas de design, quem quiser ver como tá ficando, dá uma acompanhada pelo meu instagram, tem o passos da joia por lá). Então por esses motivos, eu quase não estava vindo para fazer a dessa semana. Mas prometo que a partir da semana que vem tudo vai se normalizar novamente. 

Voltando agora para o Henshin Mangá. 

Ouvi muita gente se perguntando se "valia a pena" comprar. Eu li e digo que sim. Não apenas para valorizar o nacional, mas por ser, no minimo, interessante. 

Algumas das cinco histórias apresentadas vão dividir opinião dos leitores. Não desmerecendo o trabalho dos autores, mas terá quem se pergunte porque escolheram essa história? 

Para entender o que é o Henshin Mangá, devo explicar que ele é o resultado de um concurso (o primeiro) nacional que a editora JBC fez no país. Dos 5 primeiros lugares do concurso, eles criaram esse encadernado. Essa foi uma iniciativa totalmente inedita pela editora, e será repetido anualmente. Para valorizar ainda mais o nacional, a editora lançou, em tempo com esse volume, o Selo INK COMICS que lançará apenas obras nacionais, e tem mais duas confirmadas ainda para 2014. (essas que tem prévias no final do volume Henshin Mangá). 

O nome Henshin veio de uma antiga revista impressa que trazia matérias sobre animes, mangás e cultura japonesa, hoje em dia virou um site e ganhou extensões como eventos e também um canal no youtube, tudo como se fosse um grupo da Editora JBC. 
Capa e 4ª Capa do Vol. Henshin Mangá
(volume de Acervo Pessoal, cedido por parceria da Editora JBC)

Mas voltando ao mangá, como eu disse, duas das cinco histórias vão dividir o publico. É daquelas que, ou desperta amores ou o ódio. E aos que não vão amar pode até surgir a pergunta: porque escolheram? Aos que amarão, vão pedir mais.

O legal do encadernado é que além das histórias vêm também os comentários dos jurados em cada história. (e não é que percebi que eu sirvo para ser jurada? Tudo que notei, critiquei, avaliei e comparei, vi que os jurados notaram, avaliaram, criticaram e compararam em seus comentários finais.
E seguindo a linha de coletânea aqui, vou comentar sobre cada história, afinal, eles merecem.

Ah, acho que o modelo de coletânea deve ser mais aproveitado por esse novo selo da JBC. E uma coisa que deve ser colocado em consideração é que por serem histórias curtas, coisas que nós leitores estamos acostumados (como com personagens mais profundos) deixam muito a desejar. Se isso já acontece em volumes únicos, imagina em histórias que tem tamanho de um capitulo. Então, nenhuma das histórias tem tempo o suficiente para desenvolvimento mais profundo de protagonista muito menos de enredo. É um volume para se divertir, acima de tudo. Mas a JBC pode entrar em contato, principalmente com os autores de [Re]Fabula e Entre Mosntros e Deuses, para que esses mesmos ganhadores fizessem uma revisão e um trabalho mais aprofundado de seus roteiros. Eu, assim como acredito que muitos leitores, adorariam ver essas histórias bem mais desenvolvidas.

Em meu blog pessoal, eu fiz resenha de cada uma das cinco histórias apresentadas, mas por conter alguns (poucos) spoilers, eu não quis fazer o mesmo aqui na coluna. Mas para quem quer saber mais do titulo, podem acessar a resenha por aqui.

MIAKA FREITAS
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Penas e Nanquim - Combo Rangers

24 setembro 2014

Oi meus amados do blog As Leituras de Mila. Estou adorando o retorno que estão me dando com essa coluna. Me incentiva ainda mais em trazer mais novidades para vocês. Preciso dizer que não irei trazer volumes separados de histórias. Sabe aqueles quadrinhos serializados, com inúmeros volumes que parece nunca terminar? Lá no Um Sofá (o blog que eu cuido) eu coloco sempre a resenha sobre os volumes ou o arco em que a história se apresenta atualmente, mas isso não será o foco dessa coluna. Aqui trarei apenas resumo de histórias completas, seja de volume único ou até mesmo de coleções pequenas mas já totalmente lançada no mercado. Estão de acordo? Então para quererem conhecer uma gama maior de títulos de HQ, é só me acompanhar no blog e no meu canal.

Dessa vez eu venho falar de um quadrinho que é a definição bem clara de diversão colorida. Muita gente pode conhecer esse sucesso de webcomic: Combo Rangers.


A história dessa obra de Fábio Yabu é uma caminhada árdua até o reconhecimento e o sucesso. Originalmente (antes de virar esse encadernado muito bem detalhado e feito pela Editora JBC), o titulo foi publicado em forma de "animação" com músicas e alguns quadros animados na internet (agora dá para de perceber a pequena introdução que parece ser cantada e dançada como Power Rangers que passava na TV Globinho). Isso começou em meados de 2000 e muitos leitores tiveram a oportunidade de vê-los nascer e acompanhá-los em essa longa trajetória dos cincos heróis, pupilos do Poderoso Combo.

Mesmo fazendo muito sucesso e acarretando  muitos fãs, conseguindo duas editora para publicar as obras, o titulo não conseguiu se manter por muito tempo no mercado (sendo então cancelado). Como isso deve ter desanimado o autor, ele foi se dedicar a outros trabalhos, mas sempre, tanto o Fabio, quanto os fãs, tiveram esperanças ao dia que Combo Rangers voltaria a sua era ouro. E isso aconteceu em 2013.

Agora vamos a história...


A história começa nos revelando que, atualmente, no mundo de 2050, a maioria dos humanos tem poderes especiais e por isso não ser mais tão raro, pouco a pouco os humanos foram perdendo a credibilidade em Super Heróis.

Porem, mesmo sem super heróis para salvar a Terra, ela está correndo sérios perigos sob a vista do Império Domao (que é um trocadilho e tanto, já que o Império é do mal kkkkkkk. Eu sei, minha piada não teve graça). Para salvar a terra do perigo, um antigo super herói, cujo nome é Poderoso Combo, junta suas ultimas esperanças e recruta 5 jovens previamente escolhidos (ou nem tão escolhidos assim) para que possam, juntos, proteger a terra das garras do grande Império Domao que vê os humanos e o planeta como algo bem perigoso.

Então os garotos Fox, Ken, Kiko, Lisa e Tati formam o quinteto mais famoso de Cidade Nova: o Combo Rangers e nessa edição eles mostram que maior que o poder de super força ou voar, é acreditar que podemos fazer algo mais. O impossível é possível, bastando acreditar.

Apesar de um inicio bem cômico, o seu final é emocionante, e, assim como eu, muitos outros que tiveram a oportunidade de ler a edição, pode ter se emocionado (eu confesso que deixei até cair uma lagrima de tanta emoção). No final da edição temos uma galeria de nomes que ajudaram financiando o projeto. Sem esses “zilhões” de nomes, essa nova edição não seria possível. Então nada como agradecer a eles também.

No final também tem uma pequena galeria de imagens das versões de nossos adorados combo rangers nas mãos de outros artistas.



Essa edição, apesar de não possuir capa dura (e ficaria ainda mais pela se tivesse), considero um luxo, ótimo acabamento da gráfica, realmente foi tudo bem planejado e bem feito. E a história é deliciosa de se ler.  2013 marcou a volta do titulo, por meio de um financiamento coletivo e conseguiu lançar a primeira de 3 edições que serão anuais. Além disso, os quadrinhos online de Combo Rangers podem ser vistos no site oficial da série. está disponível para comprar em sites de lojas especializadas e também no site oficial.

PS: essa mesma resenha pode se encontrada no meu blog Um Sofá à Lareira, em meu canal no youtube e recentemente foi publicada no Arca Literária. 
MIAKA FREITAS
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